
Tudo começou com um gesto simples e cheio de amor.
No fim dos anos 1960, a artista neozelandesa Kim Casali (na época, Kim Grove) queria fazer o namorado italiano, Roberto Casali, sorrir. Então ela começou a desenhar pequenos bilhetes para ele. Eram dois personagens peladinhos, puros, quase infantis, sempre acompanhados de uma frase que começava da mesma forma: “Amar é…”.
O que nasceu como um carinho entre o casal acabou virando uma febre mundial. Em 1970, as tirinhas começaram a ser publicadas em jornais e logo circularam em mais de 60 países, traduzidas para todas as línguas do amor. As frases eram curtas e sinceras
“Amar é… dividir o último pedaço de chocolate”,
“Amar é… entender o silêncio do outro”
Elas conquistaram corações e viraram símbolo de ternura.
No Brasil, então, foi amor à primeira vista. Nos anos 1970, a Editora Abril lançou os álbuns de figurinhas “Amar É…”, e o país inteiro mergulhou naquela onda de romantismo. Crianças trocavam envelopes nas escolas, adolescentes colavam cada figurinha com cuidado, e adultos se viam nas pequenas lições de afeto.
Quem viveu essa época lembra com carinho e talvez com um pouco de saudade das tardes trocando figurinhas e das frases que pareciam traduzir o que o coração sentia.
E hoje, décadas depois, os personagens continuam por aí, sem rostos definidos, mas cheios de emoção. Porque o amor, não envelhece: ele só muda de tempo, de forma, de papel.
E você, qual seria a sua versão da frase?
Amar é…? 💛



