Na política, amizade ajuda. Mas nunca resolve tudo.
A governadora de Brasília, Celina Leão, avalia abrir espaço em sua chapa pela reeleição para Michele Bolsonaro, que sairia como vice. O movimento ampliaria a sintonia com o PL e fortaleceria a ligação com o grupo do ex-presidente.
O problema é que toda vaga ocupada deixa alguém de fora. E, nesse caso, quem pode pagar a conta é Gustavo Rocha. Filiado ao Republicanos com a expectativa de integrar a chapa majoritária, ele vê o cenário mudar conforme as negociações avançam.
Há outro comprometimento nesse tabuleiro. O capital político de seu principal padrinho, o ex-governador Ibaneis Rocha. Ele enfrenta desgaste em meio às investigações relacionadas com o caso Banco Master.
Em eleição, espaço na chapa é mercadoria escassa. E, quando entram nomes de peso, quase sempre alguém descobre que a matemática da política não fecha para todos os lados.



