Jaques Wagner esperava um 2 de julho de afagos. Encontrou vaias.
Durante o tradicional cortejo da independência da Bahia, em Salvador, na semana passada, o senador foi alvo de críticas de parte do público. Nos bastidores da política local, a reação é associada ao desgaste provocado pelas investigações que citam seu nome no caso envolvendo o Banco Master.
Seja qual for a origem da insatisfação, o episódio acende um sinal de alerta para um dos políticos mais experientes do PT, e destaca duas verdades:
1) Wagner, que já foi um dos articuladores do Governo, está articulando mal para si;
2) O senador vai precisar encontrar rápido motes para atrair os eleitores de volta ao seu berço.
Em tempo: rua costuma ser termômetro imperfeito, mas raramente indiferente. E, quando um líder passa a ouvir mais vaias do que aplausos em seu próprio reduto, convém prestar atenção, antes que o barulho das urnas confirme o recado.



