Juros extorsivos (por Carlos Alberto Teixeira de Oliveira)

Esta discussão precisa ser despolitizada e desideologizadas [...]

Há décadas tenho alertado que a taxa de juros praticada no Brasil é indecente, imoral e extorsiva, além de condenar a economia brasileira a crescimentos medíocres.

Esta discussão precisa ser despolitizada e desideologizada. Independentemente da sua discussão como elemento importante de política monetária, a dosagem e a dosimetria de sua utilização precisam ser melhores avaliadas. O mesmo remédio que cura, também pode matar, dependendo da dosagem, do tempo de sua utilização, da doença e do tipo do paciente.

 A verdade é que há muito no Brasil estão tentando curar doenças típicas da juventude aplicando remédios para problemas de senilidade, em dosagens absurdamente elevadas. Isso precisa urgentemente ser revisto.

André Lara Rezende considero um dos mais renomados e esclarecidos economistas brasileiros que vem alertando para esta situação e aberração já por diversas vezes anteriores. Apenas um dado: 95% do déficit público nominal das contas públicas brasileiras consolidadas são decorrentes do custo dos juros incidentes sobre a dívida pública nacional e que deve equivaler a 9,2% do PIB, um recorde histórico.

Nenhum país do mundo adotou esta política e, ainda mais, com esta duração.

*Leiam a edição deste mês de MercadoComum https://mercadocomum.com contendo matéria neste sentido de minha autoria.

Carlos Alberto Teixeira de Oliveira é Administrador, Economista e Bacharel em Ciências Contábeis, com cursos de pós graduação no Brasil e exterior. Foi CEO do Safra National Bank of New York, Presidente do BDMG-Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais e do Banco de Crédito Real de Minas Gerais, Secretário de Planejamento, Mineração e Energia do Governo de Minas Gerais.  Foi Reitor do Centro Universitário Estácio de Sá de Belo Horizonte. Atualmente é Coordenador Geral do Fórum JK, Presidente da ASSEMG-Associação dos Economistas de Minas Gerais, e Presidente/Editor do MercadoComum. Autor de vários livros, e da coletânea “Juscelino Kubitschek: Profeta do Desenvolvimento”.

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