Dois meses de vencido o prazo, o tal Mapa do Caminho da Transição Energética continua… no papel. Ou pior: nem isso.
O governo federal prometeu uma rota para reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Entregou atraso. E, atraso, nesse caso, não é detalhe burocrático – é sintoma de desinteresse. Enquanto o mundo corre para reorganizar sua matriz energética, o Brasil caminha em ritmo de repartição pública em véspera de feriado.
A comunidade científica reclama – com razão. Não se trata de capricho acadêmico, mas de sobrevivência prática. O país já sente no bolso e no campo os efeitos de um clima mais instável: secas prolongadas, enchentes mais frequentes, ondas de calor que castigam a produção agrícola e desorganizam ecossistemas inteiros.
Planejamento energético não é luxo, é necessidade. Sem ele, o Brasil segue improvisando diante de uma crise que não espera despacho, carimbo ou reunião de alinhamento.
No fim das contas, a conta chega. E, como sempre, não vem para quem atrasou o mapa – vem para todo mundo.



