COLUNA RONALDO HERDY

Rastrear sim, inviabilizar não

Quando o assunto é ouro, qualquer grama de custo pesa como tonelada.

O Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos puxou a fila de um movimento que reúne outras entidades do setor, como o Instituto Brasileiro de Mineração, contra o parecer do deputado Marx Beltrão ao projeto que cria o TOURO – Taxa de Marcação Física do Sistema de Ouro.

A proposta do parlamentar mexe onde dói: no bolso. Segundo o IBGM, pode acrescentar até R$ 5 mil por quilo já na primeira transação. Num mercado que trabalha com volume e margem apertada, não é detalhe – é freio.

O setor diz que não é contra a rastreabilidade. Pelo contrário. Quer controle, mas com viabilidade. Um outro problema apontado pelas entidades é concentrar toda a operação na Casa da Moeda, o que criaria um gargalo logístico e financeiro “sem precedentes”. A alternativa defendida é abrir o jogo para a Agência Nacional de Mineração.

No pano de fundo, um velho conhecido: a regulamentação que se arrasta há três anos. Enquanto isso, o Brasil segue produzindo oficialmente cerca de 100 toneladas de ouro por ano (quase todo exportado em estado semi elaborado) – e tentando decidir como controlar melhor esse brilho todo sem apagar o setor.

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