Teve brasileiro no enredo que tirou a Seleção da Malásia de competições internacionais.
A novela terminou na semana passada em Lausanne, sede do Tribunal Arbitral do Esporte. A Corte confirmou a punição aplicada pela Fifa à seleção malaia: três derrotas por W.O. e uma multa de 10 mil francos suíços. Motivo: o time escalou seis jogadores nas disputas de vagas para a Copa da Ásia e o Mundial de 2026 nos EUA, todos com nacionalidade, digamos, criativa.
Entre eles, o brasileiro João Figueiredo. A documentação indicava que ele teria uma avó nascida em Johor, estado malaio, o que permitiria a convocação.
A investigação mostrou outra coisa. A suposta malaia, na verdade, é mineira – de Abre Campo, na Zona da Mata de MG.
No fim das contas, a genealogia inventada acabou custando caro – o tribunal suíço aumentou a multa pelas mentiras para 350 mil francos suíços. E mostrou que, no futebol moderno, até a árvore genealógica pode ir parar no VAR.



