COLUNA RONALDO HERDY

Mais regras ou mais ação?

Dentro e fora do Tribunal Superior Eleitoral, a ministra Cármen Lúcia resolveu comprar uma briga que não é de hoje – mas que segue acontecendo como se fosse.

A ideia dela é criar uma espécie de “brigada de proteção” para as candidatas nas eleições de outubro. Nome pomposo para um problema bem concreto: mulheres na política continuam sendo alvo preferencial de ataque baixo – injúria, discriminação, desrespeito. Coisa que não aparece em programas de governo, mas sobra nos bastidores e nas redes sociais.

A proposta tenta dar uma resposta mais organizada a esse ambiente tóxico. Uma tropa de choque institucional para conter o que, na prática, já virou rotina. Porque, convenhamos, não é falta de lei. É falta de freio.

Resta saber se a tal brigada vai funcionar como escudo de verdade ou virar mais um daqueles anúncios que soam bem no papel – e somem no primeiro embate real. No fim, a pergunta é simples: o problema é novo? Não. Então, por que ainda parece sem solução?

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