Os Correios voltaram ao radar do Ministério Público Federal – e não foi por causa de carta atrasada. E nem mesmo pelos quatro anos seguidos com a estatal exibindo balanços no vermelho.
Desta vez, o problema envolve algo bem mais sensível: equipamentos para amamentação não chegaram ao destino, em São Pedro de Alcântara, a cerca de 40 km de Florianópolis. Nem é viagem – é trajeto.
A explicação beira o surreal: havia outros itens para retirada na agência pela mamãe e, além disso, o volume era grande demais para entrega domiciliar, por falta de veículo adequado. Em outras palavras: o carteiro até queria, mas o sistema não deixou.
É mais um episódio que expõe a distância entre o serviço prometido e o serviço entregue. E, nesse caso, a conta não chega só em atraso – chega também em forma de indignação.
Dizer que isso “leva ao fim da empresa” é pular etapas. Mas que empurra a reputação ladeira abaixo, empurra.



