
Exatos 71 anos atrás, tive o privilégio de estar com Albert Einstein.
Minha crônica de hoje vai pros meus amigos, sobretudo ex-amigos e que costumam me terem na conta de mentiroso, só porque nasci no 4 de abril de 1955, três dias após o Dia da Mentira, mas ela (esta crônica) é a prova de minha convivência com o maior gênio de todos os tempos, Albert Einstein, porém para mim (como tudo é relativo) aquele velho Bebeto com a língua de fora e que dividiu comigo um mesmo ESPAÇO / TEMPO em que juntos respiramos aquele mesmo ar daquele abril de 1955, embora eu nascendo (de parteira) em minha casa em Minas Novas, no dia 4, e ele morrendo no dia 18, no Princeton Hospital de Nova Jersey.
Foram quatorze dias de convivência, mas por muito menos tempo há quem considere outrem como amigo e até namorado, feito Sergei que morreu jurando ter tido uma relação estável com a minha também contemporânea Janis Joplin, só por ter dado nela uns pegas em fevereiro de 1970, ou um que hoje considero ex-amigo, Marcilio Silva, embora o cobrindo de favores por décadas, mas um ingrato que jura que nadou com Brigitte Bardot no Rio de Janeiro, ele no Piscinão de Ramos e ela em Búzios, portanto a 182 km de distância!
Einstein foi um amigo de pouco tempo, mas com ele, e sua Teoria da Relatividade (E=mc²), aprendi, pela via de seu genial conceito da EQUIVALÊNCIA, que entre MATÉRIA de amizade e ENERGIA em função dela dispendida TUDO É ABSOLUTAMENTE E LAMENTAVELMENTE RELATIVO!
Por Carlos MareMota
Carlos Mota Coelho é Escritor e Membro da Academia de Letras do Vale do Jequitinhonha. Foi Deputado Federal e Procurador Federal. Autor de vários livros.



