Os cuidados que a Saúde requer nos tempos atuais (por Jose Emílio)

Cuidar da saúde é uma preocupação cada dia maior nos tempos modernos. As pessoas são [...]

Cuidar da saúde é uma preocupação cada dia maior nos tempos modernos. As pessoas são constantemente alertadas sobre taxa de colesterol, os males provocados pelo fumo, álcool e os benefícios trazidos com os exercícios físicos e caminhadas. Aos poucos vai se difundindo que a prevenção é o melhor remédio.

Dentro dessa filosofia, um amigo meu optou pela moderação nos hábitos etílicos – alimentares, já que a fumaça ele havia banido dos seus costumes há mais tempo, e a caminhada foi a forma de exercício escolhida por ele.

Belo Horizonte tem muitas opções para este tipo de “lazer da saúde”. Em pouco tempo o colega conheceu quase todos os circuitos existentes na cidade e em cada um deles ele teve a oportunidade de fazer novas amizades enfim, se entrosar numa nova turma.

Quer dizer, além da saúde física, a caminhada também tornou-se uma possibilidade de um envolvimento social, muito bacana!

Segundo informações das estatísticas, devido a essas preocupações das pessoas com a sua condição física e da saúde, a longevidade da população no nosso país tem aumentado consideravelmente. Idades que eram consideradas próximo à velhice, atualmente são pessoas ainda jovens, um sucesso!

Um dos fatores preponderantes para esse sucesso, é a informação. As pessoas, constantemente, são informadas sobre os benefícios dos exames periódicos, dos alimentos saudáveis e dos que são prejudiciais à saúde, medicamentos indesejáveis…, enfim quanto mais e melhor informado sobre essas questões, mais garantias de uma vida longa e saudável para o cidadão.

Mas nem tudo são flores nesse quesito. Com o advento da informática e das redes sociais, as informações para a saúde começaram a passar dos limites e algumas coisas contribuíram para tal.

Grande parte dos profissionais da medicina, infelizmente, tornaram-se inconfiáveis e muitos fatores contribuíram para tal.

Com a expansão do número de escolas de medicina, médicos com baixa qualificação profissional entraram no mercado o que também aumentou a desconfiança da população. Além disso outro fator de caráter ideológico, contribuiu bastante com a desconfiança das pessoas com os homens do “jaleco branco”.

Ocorre que na época da pandemia, onde milhares de conterrâneos nossos padeceram, milhares de médicos, traindo o juramento de Hipócrates que fizeram ao receberem o seu diploma, optaram pela baixaria de acompanhar o governante (?) da época fazendo verdadeiras estripulias profissionais receitando placebos para a população que nada adiantaria, tudo isso com o beneplácito do Conselho Federal de Medicina, uma verdadeira covardia com os profissionais corretos! Claro que eles existem e em grande quantidade e merecem ser chamados de “Doutor”, pela honradez profissional além de um perfil mais progressista.

Diante de tamanha iniquidade de certos profissionais as pessoas começaram a procurar outro tipo de medico para se tratarem com mais confiabilidade sendo os doutores “Google, Tic – Toc…” e, mais recentemente, o dr “IA”, os prediletos. Com os “doutores” Google, Tic-Toc …, o pessoal faz suas consultas sobre várias enfermidades, valores normais das suas taxas de glicose, colesterol, pressão… e adquirem os medicamentos, chás, sugestões para se exercitarem fisicamente adequadamente…, enfim um verdadeiro médico virtual.

Já o “IA” é mais completo pois ele também opera, sutura, faz parto, transplanta…, é um completo doutor, mais que isto pois dizem que até ressuscita gente, dizem! É um verdadeiro delírio do ser humano nos dias atuais!

Como pode- se notar as coisas ficaram mais fáceis quando o assunto é tratar da saúde com competência, quer dizer depende muito do cliente e do médico. O primeiro deve ter a clareza e a responsabilidade de seguir as linhas que coordenam uma vida saudável. O segundo deve seguir o que lhes foi ensinado e determinado pelo pai da medicina, Hipócrates, sobretudo na questão da ética médica e não pelos hipócritas que sentam praça no poder e junto com os conselhos profissionais da profissão, tentam e burlam a racionalidade para agradar os “podres poderes”, como aconteceu recentemente neste país.

José Emílio é Engenheiro Sanitarista e Jornalista

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