No Tribunal de Contas da União e no Congresso, a política não costuma andar sozinha – e, às vezes, corre em dupla.
O senador Renan Calheiros, padrinho da indicação de Bruno Dantas, segue jogando em sintonia fina com o ministro. Pediu – e recebeu sem demora – informações sobre a atuação do TCU no caso do Banco de Brasília, tema que passa justamente pelas mãos de Dantas como relator.
No pano de fundo, está uma possível federalização do BRB, com due diligence conduzida pela Caixa Econômica Federal. Vale lembrar, o banco do DF anda às voltas com problemas de liquidez e patrimônio, agravados pelo enrosco com o Banco Master.
E aí entra a política, com seu tempero habitual. Ibaneis Rocha, que estava no comando do Distrito Federal quando o BRB comprou ativos problemáticos do Master, tem histórico indigesto com Renan. Por exemplo, depois dos ataques de 8 de janeiro de 2023, na Praça dos Três Poderes, o senador defendeu publicamente a expulsão do governador do MDB, acusando-o de leniência com o caos.
No fim, o caso mistura técnica, dinheiro e rivalidade política – uma combinação que, em Brasília, raramente termina em silêncio.



