Foi pouco antes do discurso de Lula, na manhã desta terça-feira 22, na 81ª Assembleia Geral da ONU, que a diplomacia brasileira soube que o Chile anunciaria, horas depois, sua adesão ao Escudo das Américas, iniciativa liderada pelos Estados Unidos para combater o crime organizado.
A notícia reduziu o impacto das críticas feitas pelo presidente brasileiro, na tribuna da ONU, às ações da Casa Branca e do Departamento de Estado no enfrentamento ao crime no Brasil.
Com a adesão chilena, o grupo passa a ter 14 países dispostos a encarar cerca de 20 organizações criminosas, entre elas o PCC e o Comando Vermelho.
O episódio acrescenta pressão sobre a posição brasileira.



