Foi prudência ou simples coincidência? Difícil dizer. O fato é que a Casa da Moeda deixou passar uma Copa do Mundo da Fifa sem lançar moeda comemorativa da participação da Seleção Brasileira.
O mercado de numismática costuma transformar essas peças em objetivos cobiçados. Dois países anfitriões desta edição do torneio entenderam isso muito bem. O Canadá colocou em circulação uma moeda de um dólar batizada de loonie e o México lançou uma coleção de 12 peças alusivas ao Mundial.
No Brasil, a ausência acabou parecendo exercício de cautela. Depois da derrota sofrida para a Noruega, uma edição comemorativa corria o risco de virar apenas lembrança de um fracasso.
Se houve premonição, ninguém sabe. Mas, olhando o desfecho da campanha, é difícil dizer que a estatal fez um mau negócio ao economizar o metal e evitar que a decepção acabasse cunhada em moeda (a do hexa).



