Enquanto muita gente ainda espera na fila por um milagre, o Hospital do Rim vira sala de aula internacional. Médicos da Zâmbia vieram para São Paulo aprender como se faz transplante renal em escala – coisa que o Brasil domina como poucos.
Foram mais de 20 mil cirurgias em 27 anos. Não é pouca coisa. É o maior centro de treinamento do mundo nessa área. E tem mais: o nosso país mantém um gigante programa público de transplante – tudo bancado pelo SUS, aquele mesmo que vive apanhando, mas segue funcionando, salvando vidas.
Somente no ano passado, foram cerca de seis mil transplantes. O detalhe que diz muito sobre o Brasil: 80% dos rins vieram de doações feitas por familiares. Ou seja, no meio do caminho, ainda sobra solidariedade.
Fica a lição: quando o sistema funciona, melhora a qualidade de vida das pessoas e ainda se exporta conhecimento.



