Picolé: de experimento infantil a sucesso mundial

A origem do picolé está ligada a um acaso curioso que acabou mudando a história das sobremesas geladas. Em 1905, o jovem Frank Epperson, então com 11 anos, deixou [...]

A origem do picolé está ligada a um acaso curioso que acabou mudando a história das sobremesas geladas. Em 1905, o jovem Frank Epperson, então com 11 anos, deixou um copo com água e pó para refrigerante do lado de fora de casa, com um palito usado para mexer a bebida. Durante a noite, a temperatura caiu e a mistura congelou. Na manhã seguinte, ele encontrou algo inesperado: um bloco de gelo doce preso ao palito.

O garoto gostou da descoberta e passou a repetir a experiência, chamando sua criação de “Epsicle”, uma combinação de seu sobrenome com a palavra inglesa icicle (pingente de gelo). Anos mais tarde, já adulto e trabalhando em diferentes empregos, ele decidiu transformar a ideia em negócio.

Na década de 1920, Epperson registrou a patente do doce congelado no palito, que passou a se chamar Popsicle, nome inspirado na forma como seus filhos pediam o doce: “Pop’s sicle”, ou “o picolé do papai”. No começo, ele próprio tentou vender o produto em parques e praias da Califórnia, onde o doce gelado chamava a atenção das pessoas em dias quentes.

Apesar da boa aceitação, Epperson enfrentou dificuldades financeiras e acabou vendendo os direitos da invenção para a empresa Joe Lowe Company, que passou a produzir o produto em grande escala e distribuí-lo por todo o país.

Com a produção industrial, o picolé se popularizou rapidamente. Durante a Great Depression, nos anos 1930, era vendido por apenas cinco centavos, tornando-se um doce acessível mesmo em tempos difíceis. Na mesma época surgiu também a versão com dois palitos, pensada para que duas crianças pudessem dividir o doce.

Um menino curioso acabou dando origem a um produto que atravessaria décadas e se tornaria conhecido no mundo inteiro, no Brasil, com um nome simples que virou parte do cotidiano: picolé.

 

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