A guerra no Golfo Pérsico acendeu um alerta no Ministério do Meio Ambiente.
Conflitos que atingem diretamente produtores de petróleo e gás costumam trazer uma consequência previsível: combustíveis mais caros. E quando isso acontece, muitas empresas procuram alternativas energéticas para manter a conta sob controle.
E aí mora o problema brasileiro. O país tem gás em abundância, mas não consegue levá-lo com facilidade a quem precisa. A infraestrutura é limitada, o que encarece o produto.
Resultado: diante de preços elevados e dificuldades de acesso, algumas indústrias poderão acabar recorrendo ao velho e conhecido carvão. Mais barato, mais disponível – e muito mais poluente.
A ironia é que o Brasil saiu da COP30, no ano passado, em Belém, prometendo uma meta robusta: reduzir entre 59% e 67% suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035, tomando como referência os níveis de 2005.
Se o carvão voltar a ganhar espaço, a promessa pode ficar apenas no papel – e na foto oficial da conferência da ONU.



