COLUNA RONALDO HERDY

Silêncio que custa caro

Os novos gestores do Banco de Brasília herdaram mais que uma cadeira confortável. Receberam uma bomba-relógio. O BRB está atrasado na divulgação das informações financeiras do último trimestre de 2025. Em português claro: não prestou contas no prazo. Resultado? Já entrou no radar da Comissão de Valores Mobiliários.

A CVM não comenta casos específicos, mas a lei fala por si: multa diária, risco de suspensão do registro de funcionamento como companhia aberta e até a inscrição no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal. Não é puxão de orelha. É ameaça concreta de puxar o fio da tomada.

E o problema pode ser bem maior que o atraso burocrático. No mercado, fala-se em rombo de até R$ 15 bilhões – três vezes acima da estimativa calculada pelo Banco Central. Quando a diferença é desse tamanho, não é erro de vírgula. É cratera. E, vale lembrar, que quando começa a faltar transparência, o correntista faz a conta com os pés.

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