COLUNA RONALDO HERDY

O cofre da campanha segue sem dono

Lula ainda não bateu o martelo sobre quem vai cuidar do cofre da campanha pela reeleição. O cargo, que exige confiança acima de qualquer atributo, continua sem titular.

Entre os nomes que circulam está o de Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. Outro cotado, Guilherme Boulos, cuja eventual entrada no governo motivou, no ano passado, a saída de Márcio Macêdo da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Macedo, aliás, foi o tesoureiro da campanha de Lula em 2022 e dificilmente repetirá a função. À época, deixou o Planalto com a explicação oficial de que sairia “com o sentimento do dever cumprido” para disputar uma vaga de deputado federal por Sergipe. Nos bastidores, porém, a leitura era outra: abrir espaço para acomodar Boulos na Esplanada – movimento que acabou se concretizando.

Agora, o mesmo Boulos também é dado como opção para administrar as contas de campanha. Na política, como se vê, os planos mudam mais depressa do que as justificativas.

Sobre Macêdo, vale ainda lembrar que ele ganhou notoriedade por ter sido um dos petistas mais importantes na época da prisão de Lula. Era ele o responsável, por exemplo, por fazer a coleta de recursos para garantir a manutenção dos acampamentos de apoio ao presidente, na frente da sede da Polícia Federal em Curitiba (PR). O ex-secretário-geral caiu em meio a diversas críticas de aliados contra a sua condução como ministro. Uma delas, a de que abriu um distanciamento de Lula dos movimentos sociais, principal atribuição da Secretaria-Geral.

Compartilhe esse artigo: