Lula decidiu não responder às provocações de Javier Milei. O presidente argentino declarou que torce por uma vitória da direita nas eleições brasileiras de 2026.
Mas silêncio, em política, nem sempre significa esquecimento.
No Palácio do Planalto, a avaliação é que não vale a pena transformar a declaração em crise diplomática. Até porque, entre chefes de Estado, as palavras costumam ser medidas pelo peso das conveniências.
Isso não significa que o episódio tenha sido arquivado. Quem acompanha Lula sabe que desaforo raramente entra por um ouvido e sai pelo outro A diferença é que, desta vez, o troco, se vier, deverá obedecer ao calendário da política – e não ao calor da entrevista.



