As famosas canetas emagrecedoras deixaram de ser novidade farmacêutica e viraram fenômeno econômico.
Ozempic, Wegovy e Mounjaro e suas primas de balcão estão empurrando o mercado brasileiro rumo a uma cifra de respeito: R$ 10 bilhões em vendas. Não é pouca coisa. Em muitos lugares, emagrecer continua sendo projeto do réveillon; no varejo farmacêutico, virou linha de crescimento robusta e altamente lucrativa.
O efeito no caixa das farmácias apareceu rápido. Lucros em alta, expansão acima de 20% e um setor sorrindo de avental branco.
E aqui surge um detalhe curioso. O governo federal autorizou, em março, a instalação de farmácias dentro de supermercados – aposta clássica para aumentar a concorrência e facilitar o acesso aos medicamentos. Mas as grandes redes, embaladas pela bonança das vendas e pelo desempenho das canetas, não parecem exatamente desesperadas para correr atrás desse modelo.
Quando o caixa vai bem, a pressa costuma tirar férias.
O país se aproxima de números impressionantes nesse mercado, embora muita gente já descreva a febre das canetas como uma espécie de epidemia social – menos pela doença e mais pela obsessão contemporânea com peso, aparência e resultados rápidos.
Há ainda o impulso do e-commerce, oferecendo preços competitivos e transformando a compra de medicamentos em mais uma disputa digital de cliques, descontos e entrega rápida.
No fim, a história vai muito além do emagrecimento.



