O Brasil ficou a ver navios – e nem foi por falta de porto.
A DTA Engenharia Portuária & Ambiental acaba de ser desclassificada da disputa pela gestão da Hidrovia Paraná-Paraguai, corredor vital por onde escoa a maior parte das exportações agroindustriais da Argentina. Motivo? Falta de garantia financeira, alegou a Agência Nacional de Portos e Navegação do país vizinho.
Com isso, sobram na briga duas empresas europeias: a Jan de Nul e a DEME Group. Resta ao Brasil assistir de fora uma disputa estratégica que passa por uma rota de cerca de 3.400 quilômetros, ligando o coração produtivo do continente ao Rio da Prata e ao Oceano Atlântico.
Não é só uma concorrência. É influência, logística e presença regional em jogo. E, desta vez, o país ficou sem cadeira na mesa.
Mas a DTA não capitulou de vez: deve entrar firme na disputa da Hidrovia do Rio Paraguai, em fase de preparo na Antaq, no trecho compreendendo o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul.



