Em Brasília, tem candidatura que não afunda – é arrastada.
A aposta da vez é que Ibaneis Rocha dificilmente chegará competitivo à disputa pelo Senado. O motivo atende pelo nome de “escândalo Master”, que vem funcionando como enxurrada em terreno já encharcado: leva junto o que encontra pela frente.
O estrago não é só político, é simbólico. O Banco Regional de Brasília sempre foi tratado como patrimônio afetivo da capital federal. Quando surge a percepção de risco – real ou potencial – o eleitor reage. E reage mal. Em política, mexer com aquilo que dá orgulho ao eleitor costuma custar caro.
Nos bastidores o clima é de apreensão. Há quem aposte que as delações ainda por vir podem piorar o cenário, especialmente pela proximidade entre Ibaneis e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, preso pela Polícia Federal. Mas, por enquanto, isso é terreno de investigação – e investigação não é sentença.
No fim das contas, a política tem muito de hidráulica: quando a água sobe, não adianta discurso. Ou você já está em terreno firme… ou aprende, da pior forma, como funciona a correnteza



