O Jorge Messias que conheço (por Carlos Mota Coelho)

Nasci praticamente dentro de um cartório, pois tanto o meu pai como a minha mãe eram ambos [...]

Nasci praticamente dentro de um cartório, pois tanto o meu pai como a minha mãe eram ambos serventuários da Justiça, além de Bacharel em Direito pela UFMG, formulador de leis como deputado federal por Minas Gerais e procurador federal, hoje aposentado, e se não aprendi direito as coisas do Direito, acho que aprendi aos menos distinguir os rábulas dos juristas.

Por outro lado, tenho dificuldade em discernir entre um “pena paga” e um Jornalista com J maiúsculo, porque não sou jornalista, embora tendo centenas de crônicas publicadas em alguns jornais virtuais, e embora tendo conhecido e convivido com Jornalistas como Murilo Mello Filho, Paulo Mendes Campos (ambos também colegas na procuradoria federal), além de Carlos Heitor Cony, porém nunca frequentei redações, quando elas eram presenciais ou reais, não virtuais como hoje são.

Escrito isso, posso muito dizer do advogado de Estado, Jorge Messias, sobretudo por ele, entre mais de dois mil membros da AGU que conheci, trabalhei ou convivi ao longo de quase quatro décadas, ser de longe o mais preparado, a começar porque ingressou por concurso público, e em primeiros lugares, simplesmente em duas carreiras das quatro que compõem a AGU: procurador do Banco Central e procurador da Fazenda Nacional, antes tendo sido advogado também concursado da Caixa Econômica Federal, cargos em que o jovem Jorge Messias sempre se destacou.

E Jorge, além de uma ímpar trajetória acadêmica, se tornou autoridade em áreas tão complexas como o Banco Central do Brasil, o Ministério da Fazenda, via Procuradoria da Fazenda Nacional e a própria advocacia da Caixa Econômica Federal, demonstrando excelência na compreensão do portentoso cabedal de conhecimento que as três áreas exigem, como também a sua tarimba em defender o Estado brasileiro, inclusive nos tribunais superiores.

Tendo o privilégio de desfrutar de sua convivência, Jorge foi um dos poucos seres humanos que me surpreenderam em face de seu elevadíssimo QI, reconhecido e festejado não apenas nas comunidades acadêmicas e jurídicas, mas também pela sua facilidade de conviver com os contrários, reveladas a partir do momento em que ele meritoriamente galgou os mais elevados e complicados cargos da Administração Federal.

Sou católico (pouco praticante, friso), Jorge, fervoroso evangélico, mas longe, muito longe, dos intolerantes que pululam em ambas as religiões, pois Jorge sempre deixou a sua crença no recinto do templo que frequenta, nunca a levando para o recinto das repartições em que trabalhou ou trabalha, mesmo porque, jurista que é de teoria e prática, Jorge sabe que a nossa República é laica e, nela, a sua porção servidor público e sobretudo de Estado, prepondera sobre a sua de crente em Deus e Jesus Cristo, mas ambas inteiramente delimitadas pela Constituição que Jorge tanto sabe e cumpre!

Mas já do subscritor da matéria d’O Estado de São Paulo, e que tenta demolir a reputação de Jorge, serei aqui curto e grosso, pois nunca o li ou vi, mais gordo ou mais magro!

Carlos Mota Coelho é Escritor e Membro da Academia de Letras do Vale do Jequitinhonha. Foi Deputado Federal e Procurador Federal. Autor de vários livros.

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