COLUNA RONALDO HERDY

Turismo oficial com caixa vazio

Quarto colocado na disputa pelo governo de Minas Gerais, Mateus Simões embarca dia 29 de outubro para uma temporada internacional que inclui China, Turquia e Reino Unido. A previsão é voltar à capital mineira em meados de novembro.

O roteiro é extenso. A oportunidade de explicá-lo ao contribuinte, nem tanto. A viagem suscita uma pergunta incômoda: qual é, afinal, o retorno esperado dessa missão internacional para um governo há pouco mais de dois meses do fim?

A direção do Executivo argumenta que os compromissos já estavam programados antes da derrota eleitoral. É uma justificativa possível. Mas a programação prévia não é salvo conduto para a falta de bom senso. A agenda pública se revê, sobretudo, quando as circunstâncias mudam.

E mudaram.

Minas tem um cenário fiscal delicado, com um déficit projetado na casa dos R$ 10 bilhões para 2027. Nesse contexto oficial, não se trata de decretar que o governante não pode viajar, mas quando ele está de saída e deixa para o sucessor uma conta que não cabe na bagagem, a prudência recomenda menos quilometragem internacional e mais atenção aos números da casa. Afinal, o mandato termina em janeiro. A conta, não!

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