
Entre as principais e primitivas necessidades humanas a segurança é a mais sensível e requisitada das nossas carências. Seu conceito é amplo e multifacetado porque engloba a proteção contra perigos diversos, os humanos, natureza, alimentos, transportes, trabalho e mais recente a segurança digital. São inúmeras as fontes de violência, no mundo atual, a ameaçarem nossas vidas e estabilidade que nos tornam vítimas nas mais diversas situações. É tema recorrente, tecnologias e conceitos estão em desenvolvimento, no mundo inteiro, para assegurarem maior controle sobre estas ameaças. Nossa vida, no campo ou na cidade, é permanentemente exposta por fatores os mais diversos, especialmente aqueles que têm no próprio homem como fonte da ameaça. Crimes contra as pessoas, assaltos, roubos em residências ou fazendas, tornaram-se corriqueiros e assuntos diários para a imprensa que os cobre com destaque. Segurança é assunto discutido nas academias, serviços públicos, simpósios, congressos e um sem fim de eventos mundiais na busca de solução.
Recentemente o ex-governador de Minas, agora candidato a presidente da República, viajou a El Salvador para conhecer o que lá está sendo feito para diminuir a violência de um dos países americanos mais afetados pela insegurança. Com certeza não viu nada de novo, exceto a construção exagerada de prisões de segurança máxima e tratamento truculento dos criminosos. Traficantes, assassinos, estupradores e o que há de mais sofisticado no mundo do crime lá está representado, assim como em nosso país. Com certeza não é com a construção de mais prisões que se combaterá tais marginais. É a velha história de que é fechando escolas que se abrem mais priões. Fechar ou negar oportunidades às crianças de frequentarem aulas e terem conhecimento. É lastimável que o ex-governador de Minas Gerais, em pleno século XXI não tenha, ainda, se apercebido que nosso erro está na falta de estrutura do ensino fundamental e médio, no salário dos professores, instalações das escolas, métodos e ensino em tempo integral. Onde não se investe nas escolas é necessário fazê-lo nas prisões.
Não só o ex-governador andou na busca de solução para a violência. Ainda recentemente, o Prefeito de Belo Horizonte se mete numa aventura das arábias. Vai a Israel para conhecer seus sistemas de segurança pública e coloca-los a serviço dos belorizontinos. Como se nossas realidades fossem similares. Deu no que deu. Israel declara guerra ao Irã e bombas são jogadas de lado a lado, deixando nosso assustado Prefeito recolhido a um bunker de proteção. Recomendo especialmente ao Prefeito de Belo Horizonte e ao candidato a presidente, que conheçam um sofisticado sistema de segurança pública em Belo Horizonte, em Minas Gerais, chamado COPOM, implantado pela nossa gloriosa Polícia Militar. Invistam nele, o ampliem e façam algo similar na Polícia Civil. Invistam em informática, na Prodemge e Prodabel, empresas com capacidade de suprir muito bem nossas necessidades, desde que nelas sejam investidos os recursos necessários. Que sejam seus técnicos a viajarem pelo mundo na busca de soluções e aos mandatários que gastem seu precioso tempo em gerenciar outras necessidades de seus cargos.
Nestor de Oliveira é Jornalista e Escritor




