Trabalhar deveria ser o caminho para ganhar a vida. Não para arriscar a perdê-la.
Mas os números que serão apresentados nesta terça-feira (3), na abertura do 23º Congresso Nacional de Medicina do Trabalho, mostram que, para uma parcela expressiva de brasileiros, o ambiente profissional também é território de acidentes, sofrimentos e riscos.
Entre janeiro de 2023 e maio deste ano, dez ocupações concentraram 548.612 notificações de acidentes de trabalho. São 29,8% de um total de 1,8 milhão de registros no país. O levantamento, baseado no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), do Ministério da Saúde, aponta um retrato preocupante para quem está na linha de frente da atividade econômica.
Entre as categorias mais atingidas estão pedreiros, trabalhadores agropecuários, técnicos de enfermagem, faxineiros e motoboys. Gente que constrói, planta, limpa, cuida e entrega.
No Brasil, trabalhar já é duro. Não deveria ser também atividade de alto risco.


