Entre maio e dezembro deste ano, profissionais e gestores da saúde de várias partes do mundo foram convidados a responder uma pesquisa on-line com uma pergunta de respeito: quais hospitais são referência mundial no cuidado e no bem-estar dos pacientes dentro de sua respectiva área de atuação?
Foram 13 especialidades.
E, no meio de uma penca de instituições internacionais, três hospitais brasileiros apareceram entre os 50 primeiros. Todos paulistas.
O Hospital do Rim e Hipertensão ficou em 19o lugar, portanto, liderando entre as instituições brasileiras. O Sírio-Libanês veio em 23o, seguido pelo Hospital das Clínicas da USP, 26a posição.
Não é pouca coisa. Ranking internacional não cura ninguém, não substitui médico e muito menos faz milagre. Mas, quando uma instituição de saúde aparece entre as referências do planeta, algum conceito ela está construindo – e consolidando.
Na lista ampliada, com 100 hospitais, aparecem outros dois brasileiros: o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP – 51 lugar) e o Hospital Mãe de Deus (RS – 52). A pesquisa, coordenada pela tradicional Newsweek, começa com três pesos-pesados: o Charité – Universitätsmedizin Berlin, da Alemanha; o Massachusetts General Hospital e o John Hopkins Hospital, ambos nos Estados Unidos.
Agora, um detalhe que merece o devido destaque – talvez até mais do que a posição no ranking: cerca de 80 % dos atendimentos do Hospital do Rim e da Hipertensão são realizados pelo SUS. Os grandes nomes internacionais que figuram no topo são, em sua maioria, instituições privadas. Ou seja, em meio à excelência global, há hospitais brasileiros mostrando que o dinheiro pode ajudar a construir paredes, comprar equipamentos e manter estruturas. Mas não é ele, sozinho, que fabrica reputação



