
Desde “Fiat Lux”, não a caixa de fósforos, todas as palavras foram inventadas, as primeiras por Deus, Adão e Eva:
− “Deus, acho que me falta uma companhia…”
− “Uai, Adão, deixa de ser ingrato!?! Não te basta esta bicharada aqui no Paraíso?”
− “É Deus, mas o poubrema é que algumas de suas criaturas são baixinhas, como as tatus, ou altas como as girafas!”
− “Mas seu burro, use o cérebro que te dei e deite com elas na horizontal…”
− “É ruim, Deus, porque aqui tem serpente pra todo lado!”
− “Falou de mim, Adão, Deus tem razão e pare de reclamação, pois eu sei que o que você quer é uma mulher!”
− “Mulher, e eu lá sei o que é isso?”
E como as coisas eram fáceis para Deus, bastou ele arrancar uma costela de Adão e vupt:
− “Táqui Adão a Eva e não me encha o saco mais, nem meta o seu saco nela, pois vai dar BO!”
Mas foi como que Deus tivesse falado casparede, pois só foi Ele dar as costas, e a serpente virou pra Adão:
− “Amigo Dão, mete o ferro nela!”
− “Ferro, vixi e ele já foi inventado, dona Cobra?”
− “Ferro, força de expressão, mas mete este negocin no meio de suas pernas…”
− “Uai, mas ele foi feito pra mijar!”
− “Também pra procriar, seu jumento!”
− “Nossa Dãozin, pra mijar, mas também pra dar prazer. Que delícia!”
Assim, em pouco tempo várias palavras foram criadas, feito “problema”, “reclamação”, “BO”, “mulher”, “prazer”, “na horizontal” e “delícia”!
*Gênesis que escrevi em meu novo romance.
Carlos Mota Coelho é Escritor e Membro da Academia de Letras do Vale do Jequitinhonha. Foi Deputado Federal e Procurador Federal. Autor de vários livros.



