O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador aprovou uma proposta de orçamento de R$ 130 bilhões para 2027. Quase o mesmo valor deste ano. Uma das maiores fatias irá para onde sempre esteve: R$ 71,8 bilhões ao seguro-desemprego. Já para o abono salarial serão R$ 34,8 bilhões.
A novidade está em outro ponto. Os conselheiros decidiram reduzir o repasse ao BNDES, de R$ 31 bilhões para R$ 22,3 bilhões. Boa parte da diferença seria destinada a políticas que, em tese, atacariam um velho problema brasileiro: qualificar e requalificar trabalhadores, fortalecer o Sine e ampliar os programas de formação profissional.
No papel, a ideia faz sentido. Afinal, não basta pagar o seguro a quem perdeu o emprego: é preciso criar condições para que essa pessoa volte ao mercado de trabalho.
Mas há um detalhe importante. A palavra final não é do Codefat. Ela pertence à área econômica do governo, que decidirá em agosto se mantém ou desidrata a proposta. E, conhecendo a disputa permanente por recursos em Brasília, parece pouco provável que o Planalto aceite integralmente uma redução tão expressiva no fluxo de dinheiro destinado ao BNDES.



