COLUNA RONALDO HERDY

Do laboratório ao pasto: ciência corta perdas

Pesquisadores da Embrapa descobriram que certas proteínas nos ovinos funcionam como um “teste antecipado” contra vermes. Traduzindo: dá para saber se o bicho está doente – ou se aguenta o tranco – antes de sair distribuindo remédio a torto e a direito.

A novidade pode reduzir o uso de medicamentos e ainda ajudar no melhoramento genético de raças. Em bom português, menos química, mais eficiência.

E não é detalhe técnico. Parasitas no intestino tiram até 27% do peso dos cordeiros criados a pasto no Brasil. No fim de um ano, isso vira uma conta de cerca de US$ 100 milhões indo pelo ralo – ou melhor, pelo curral.

Num país com algo perto de 20 milhões de cabeças de ovinos – ainda abaixo do que o mercado pede – qualquer avanço que aumente a produtividade é mais do que bem-vindo. É necessário. Porque, no agro, como na vida, não basta crescer: tem que parar de perder no caminho.

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