Na fronteira, a lei emagrece – e o contrabando engorda. Autoridades brasileiras pediram ao Paraguai mais rigor na fiscalização de um novo filão: a tirzepatida (princípio ativo do medicamento Mounjaro).
Por lá, cinco fabricantes colocam o produto legalmente no mercado – aqui, um. Com preço cerca de 40% mais baixo que no Brasil, virou chamariz imediato para atravessadores. E o que era remédio para diabetes tipo 2 ganhou fama de atalho para perda de peso – receita perfeita para a demanda explodir.
Resultado: a fronteira virou balcão informal de mais um produto. Sem controle, sem garantia de procedência e com risco real para quem compra achando que está fazendo um bom negócio.
O pedido brasileiro é simples no discurso e difícil na prática: apertar a fiscalização. Porque, quando a diferença de preço é grande, a tentação costuma ser maior do que a cautela.



