O Uruguai não quer entrar nesse conflito. E, convenhamos, talvez esteja coberto de razão.
Pela segunda vez neste ano, Montevidéu recusou o papel de bombeiro no incêndio diplomático entre Lula e Javier Milei. O motivo é conhecido. O presidente argentino continua ignorando solenemente a reeleição do petista e a relação piorou depois da fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, via a Argentina.
Às vésperas da cúpula do Mercosul, marcada para 4 de dezembro, em Montevidéu, o presidente uruguaio, Yamandú Orsi, deixou claro que não vai servir de intermediário numa disputa que não é dele. Milei e Lula são adultos, chefes de governos, e sabem muito bem onde fica o telefone um do outro.
Em outras palavras, enquanto parecem empenhados em cultivar ressentimentos, segundo Orsi, ambos deveriam se dedicar a incrementar os acordos comerciais do Mercosul com a União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio.



