COLUNA RONALDO HERDY

Na era do hacker, o silêncio não protege

No mundo atual, até sequestro vem com boleto – e em cifrão alto.

Um ataque de ransomware à Fundação Getúlio Vargas, em fevereiro, teria vindo acompanhado de uma cobrança de respeito: R$ 30 milhões. O recado era direto: pague ou os dados viram vitrine na dark web.

Nos bastidores da instituição, onde o tema virou quase tabu, a versão é de que ninguém abriu a carteira. Preferiram o silêncio ao pagamento.

O curioso é o resto da história. A Polícia Federal, que costuma atuar em casos assim, teria ficado de fora das investigações, por não ter sido chamada. Apesar do ataque ter derrubado sistemas inteiros da FGV.

O grupo DragonForce diz ter colocado as mãos em 1,52 terabyte de dados – e não exatamente dados de festa de aniversário. Fala-se em informações estratégicas, daquelas que fazem barulho quando vazam.

Importante destacar: no mundo digital, o silêncio não apaga o rastro – só adia o problema.

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