No mundo atual, até sequestro vem com boleto – e em cifrão alto.
Um ataque de ransomware à Fundação Getúlio Vargas, em fevereiro, teria vindo acompanhado de uma cobrança de respeito: R$ 30 milhões. O recado era direto: pague ou os dados viram vitrine na dark web.
Nos bastidores da instituição, onde o tema virou quase tabu, a versão é de que ninguém abriu a carteira. Preferiram o silêncio ao pagamento.
O curioso é o resto da história. A Polícia Federal, que costuma atuar em casos assim, teria ficado de fora das investigações, por não ter sido chamada. Apesar do ataque ter derrubado sistemas inteiros da FGV.
O grupo DragonForce diz ter colocado as mãos em 1,52 terabyte de dados – e não exatamente dados de festa de aniversário. Fala-se em informações estratégicas, daquelas que fazem barulho quando vazam.
Importante destacar: no mundo digital, o silêncio não apaga o rastro – só adia o problema.



