Ou, em outras palavras, em que momento garantir que o básico virou custo a ser evitado?
Petróleo em choque, sob vigilância reforçada
O governo diz que está tudo normal. E quando declara, geralmente, é porque alguém já começou a desconfiar.
O Ministério de Minas e Energia garante que o abastecimento de combustíveis segue tranquilo no país, mesmo com a turbulência global provocada pela guerra no Oriente Médio. Nada fora do script, por enquanto.
Mas pelo sim, pelo não, reforçou a fiscalização. Estão em campo contingentes maiores de agentes da ANP, Procons e da Polícia Federal para checar preço, qualidade e volume de gasolina, etanol e diesel nos postos. A cautela não é à toa. O mundo vive um dos maiores choques no mercado de petróleo em décadas. Nesse cenário, normalidade demais costuma ser provisória.
Perguntado pelo CAPABRASIL sobre uma medida mais drástica – restringir o abastecimento de motoristas de países vizinhos no Brasil – o ministério preferiu o silêncio. Nem sim, nem não. Só deixou no ar.
No fim, o recado é aquele velho conhecido: oficialmente, não há problema. Extraoficialmente, melhor encher o tanque e acompanhar.



