A chilena Rubisco Biotechnology, listada entre as promessas da década, resolveu atravessar a fronteira – e o continente. Vai operar no Brasil e nos Estados Unidos com uma proposta que mira duas indústrias pesadas: cosméticos e farmacêuticas.
A ideia é simples na teoria e sofisticada na prática: produzir em laboratório ingredientes que antes dependiam da agricultura tradicional. Menos plantação, menos água, mais controle e valor agregado.
Fundada em 2015, a empresa aposta numa plataforma deeptech, que troca o campo pelo tubo de ensaio. Em tempos de escassez hídrica e pressão por sustentabilidade, o discurso encaixa perfeitamente.
Resta saber se, na vida real, a inovação vai escalar na mesma velocidade que a promessa. Porque no mercado – diferente do laboratório – não basta funcionar. Tem que dar lucro.



