Nas guerras, sabe-se como se entra, mas não se sabe como se acaba.
A 1ª Guerra Mundial foi chamada, por alguns, como a “Mãe de todas as Guerras”, que acabaria com as guerras, e duraria somente 6 meses, resultando em 4 anos de guerra com 10 milhões de mortos em combate, mais 30 milhões de pessoas mortas pela Gripe Espanhola, no total de 40 milhões de vítimas da 1ª Guerra Mundial.
Agora, Trump achava que a guerra contra o Irã iria durar “de uma a duas semanas”; e que a população do Irã iria derrubar seus dirigentes; e que os Estados Unidos iriam ali entrar e reinar, sobre a reservas de petróleo do Irã, que representam 10% das reservas mundiais.
Santo engano de uma vã filosofia!
O grande problema é Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial, e bravata não adianta porque as seguradoras não cobrem navios danificados ou afundados em guerra. O Irã adota a filosofia: “se vocês nos matam, nós os levamos juntos”. É simples assim.
Mal assessorado, ou melhor, sem assessoria, Trump cometeu fortes erros políticos, erro aqui definido como a diferença entre o que se quer e o que se obtém.
Uma guerra tem quatro possibilidades: 1- ocorrer dentro do previsto, o que não aconteceu; 2- tomar mais tempo do que o previsto, o que está acontecendo; 3- ganhar a guerra; 4- perder a guerra; que é o que está acontecendo com os Estados Unidos, na avaliação de seus propósitos.
Até o momento, trata-se de um episódio mal sucedido, fora as imprevisibilidades de Trump.
Sem dúvidas, que os Estados Unidos bombardearam muito mais o Irã, do que o Irã tenha retaliado as forças americanas e de Israel. Mas, na prática, os Estados Unidos bombardearam, mas não levaram; e o Irã foi mais bombardeado, mas levou. E ganha quem leva.
Triste e desnecessário este episódio, da guerra errônea e mal calculada, e que há de repercutir nas Midterm Elections, como indicam as pesquisas americanas.
Além dos enormes prejuízos causados, primariamente, para o Oriente Médio, e também, aos Aliados Europeus, e não menos importante, à economia mundial.



