COLUNA RONALDO HERDY

Alta menor no balcão

O reajuste médio por lei para os preços dos medicamentos em 2026 será da ordem de 2,47%. A confirmar a informação no fim deste mês, pelo Ministério da Saúde, será a menor correção desde 2018, quando ficou em 2,84%. No ano passado, os remédios subiram 3,83%. Os novos valores entrarão em vigor a partir de 1º de abril.

A regra é definida pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, que estabelece anualmente os tetos de aumento permitidos para a indústria farmacêutica. Importante frisar que teto não é piso. Cada laboratório decide se aplica ou não o reajuste, conforme a concorrência e a própria estratégia comercial. Em outras palavras, o limite existe – mas o preço final ainda depende do mercado.

Para calcular os percentuais, entram na conta fatores como a inflação medida pelo IPCA anual (nos últimos doze meses 3,81%), além da variação do dólar e do custo da energia. A CMED divide os medicamentos em três níveis. Para este ano, as taxas foram as seguintes: 3,81% – patamar 1, alta concorrência; 2,47% – patamar 2, média concorrência e 1,13% – patamar 3, baixa ou nenhuma concorrência. Alguns produtos de venda livre, como analgésicos e antitérmicos, ficam fora desse controle.

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