
“Como será o amanhã?
Responda quem puder
O que irá me acontecer?
O meu destino será como Deus quiser
Como será?”
Como na Música de João Sérgio, o futuro é o incauto do imprevisível.
Balanço:
1. Trump vai piorar suas ações. O objetivo é o poder, e não a representatividade.
2. Sob a insígnia da “Doutrina Monroe”, Trump deverá continuará a ocupação da Venezuela, detentora de 18% das reservas de petróleo do mundo; a Colômbia no radar de curto prazo, como ligação entre os continentes da América do Norte e América do Sul; e parte significativa da Amazônia no farol de médio e longo prazo, detentora de terras raras e recursos minerais, água, e renovação do ar do planeta
3. Sob a insígnia da doutrina da “Ameaça Existencial”, a Rússia continuará a expandir os seus esforços na Guerra da Ucrânia, detentora de urânio, titânio e terras raras, central na geopolítica da Europa e do mundo.
4. A Europa, fragilizada, continuará a não saber o que fazer.
5. A China, em processo de crescimento econômico, ficará observando o declínio do Ocidente, na espera dos melhores momentos de aumentar suas políticas de dominação. Taiwan vem aí.
6. A India, olhando as brechas existentes, tentará tirar o maior proveito possível do declínio e conflito entre as nações.
7. O Brasil, o Brasil (?), continuará a estar onde sempre esteve, em lugar nenhum. Uma massa amorfa, onde o PIB não cresce desde 2010, com uma elite que somente pensa em seus ganhos, descolada de qualquer projeto, daquilo que se poderia, um dia, se chamar de uma nação.
8. E o planeta vai se degradando, na crescente e irreversível contraposição da economia ao meio ambiente, sem os possíveis controles necessários, nem os paliativos.
Mas fiquem tranquilos. 2027 será pior do que 2026.
Ricardo Guedes é Ph.D. em Ciências Políticas pela Universidade de Chicago e Autor do livro “Economia, Guerra e Pandemia: a era da desesperança”



