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Erros Eleitorais e o próximo passo: o futuro político do Brasil (por Ricardo Guedes)

No final, o “medo” superou o “voto”. [...]

Nas Eleições Presidenciais brasileiras de 2026, Lula perde o 1º Turno porque subestimou a Flávio Bolsonaro, e Flávio Bolsonaro perde o 2º Turno porque subestimou a Lula.

No final, o “medo” superou o “voto”.  Pela primeira vez na história eleitoral o incumbente é eleito com avaliação negativa de seu governo. Lula deve entender que o total de seu voto não se deveu estritamente a apoio, mas a um voto para que se evitassem os “perigos políticos”, assim percebidos pela população. O Brasil não cresce desde 2010, com o PIB estancado na casa dos US$ 2,2 trilhões anuais, por falta de políticas econômicas adequadas e de consenso político.

Lula deve entender que o seu futuro se deve a um exímio governo, na composição efetiva com o centro político e econômico do país, no ajuste fiscal como o seu primeiro ato de governo, e na escolha de um Ministro da Fazenda e área econômica que saibam gerar e aliar nova demanda com nova oferta para o desenvolvimento do país, como assim ocorrido nos governos Lula 1 e Lula 2, quando Meirelles e Palocci uniram a demanda gerada pelos novos programas sociais ao crédito subsidiado para a indústria então ociosa – devido à crise de 1998/1999, levando o PIB de US$ 0,5 trilhão em 2002 a US$ 2,2 trilhões em 2010.

Assim, poderá governar, com o apoio negociado com o Congresso, e juntamente com a classe produtiva e todas das classes sociais.

A IA e a defesa nacional são possíveis itens para o desenvolvimento modernizante do país, alavancando e integrando os diversos setores.

A ver como corre o Brasil, na tentativa da retomada do país como uma nação.

Ricardo Guedes é Ph.D. pela Universidade de Chicago

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