Nas últimas horas, aumentaram bastante as chances de o procurador-geral da República sair inteiro da sessão desta sexta-feira, quando o Conselho Superior do Ministério Público Federal vai decidir se houve – ou não – “parcialidade” na atuação dele no cargo, no rastro do escândalo do Banco Master.
Segundo fontes do MPF ouvidas pelo CAPABRASIL nos últimos dias, Gonet chegará à reunião com um argumento importante debaixo do braço: a gestão considerada “profissional” que vem fazendo na Procuradoria-Geral da República. Está no segundo mandato, que vai até 2027. Depois disso, a porta se fecha: não há previsão legal para um terceiro ciclo.
O conselho tem nove integrantes, sendo presidido por Gonet. O vice é Nicolao Dino, considerado um dos membros mais políticos do grupo, que deve votar a favor da PGR. Hindenburgo Chateaubriand também estaria nessa conta. Ambos já disputaram eleições internas para comandar a instituição.
Do outro lado da mesa, as críticas podem partir de Francisco Sanseverino, Samantha Dobrowolski e Janice Ascari. Mas, pelo que se sabe até aqui, nada que indique artilharia pesada contra Gonet.
O voto mais difícil de previsão, entre os entrevistados, foi o de Alexandre Camanho Assis, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República. Por ocupar uma posição de representação classista, Camanho chega à sessão sem entregar o jogo.



