Falta uma semana para o primeiro turno da eleição presidencial. E há uma mudez que chama atenção: a dos candidatos sobre os resultados do Pisa 2025, divulgados agora.
Os números não são exatamente para comemorar. Mostram deficiências importantes dos estudantes latino-americanos – Brasil incluído – em matemática, leitura e ciências. Na matemática, o retrato é particularmente incômodo. Segundo o estudo, três em quatro estudantes da região não alcançaram o nível mínimo esperado.
É um resultado que deveria estar no centro do debate eleitoral. Afinal, fala-se muito de futuro, desenvolvimento, emprego, renda e competitividade. Mas quase nada disso se sustenta quando a escola não consegue entregar o básico.
Ouvido a respeito, Jaime Saavedra, diretor de Desenvolvimento Humano para a América Latina e o Caribe no Banco Mundial, foi direto ao ponto: as soluções exigem capacidade estatal, financiamento e vontade política.
O desafio está em traduzir essa preocupação em uma agenda educacional sustentável nos próximos anos, o que, infelizmente, não parece no momento render sequer uma frase de palanque. Mas deveria. Afinal, não existe projeto de futuro que sobreviva a uma geração inteira com dificuldades para ler, interpretar, fazer contas e entender ciência. Baixe o pano!



