Em tempos de doping tecnológico, manipulação de resultados e apostas dominando o noticiário esportivo, a maior Copa do Mundo da história vai marcando um gol importante fora das quatro linhas.
Até agora, os exames antidoping não encontraram casos de uso deliberado de substâncias proibidas entre os 1.248 jogadores das 48 seleções que disputam o torneio em três países.
A grande investigação envolve oito atletas da Tunísia, que apresentaram traços de clembuterol (um broncodilatador) no organismo. Mas tudo indica que o problema tenha vindo do prato, não da farmácia. A suspeita é de contaminação alimentar, hipótese que, se confirmada, deve livrar os jogadores de qualquer punição.
Os testes seguem o rigoroso protocolo da Agência Mundial Antidoping (WADA), com análises de sangue e urina para impedir que a química substitua o talento.
Ainda é cedo para cantar vitória. Mas, num esporte cada vez mais pressionado por interesses bilionários dentro e fora de campo, saber que o resultado continua sendo decidido, ao menos até aqui, pelo futebol e não pelo laboratório, já é uma notícia digna de aplauso.



