Em ano eleitoral, contratação em estatal não é detalhe – é sirene.
Corre pelos corredores da Conab que a Diretoria de Operações e Abastecimento deve ganhar cerca de 60 pessoas nas próximas semanas. Até aí, poderia ser rotina administrativa. O problema é o calendário: quando a política esquenta, qualquer movimento desse tipo acende alerta – e com razão.
Não é só questão de número, é de método. Há um concurso recente, de 2025, com centenas de aprovados esperando na fila. Gente que estudou, passou e aguarda nomeação. Ignorar essa lista para inflar quadros por outros caminhos não ajuda a narrativa – pelo contrário, alimenta suspeitas.
Transparência não é discurso de ocasião. É prática, principalmente quando o timing joga contra. Porque, em ano eleitoral, o que parece decisão técnica pode soar – e muitas vezes é – decisão política.



