A possível proximidade ou apoio de Trump a Flavio Bolsonaro nas Eleições Brasileiras pode gerar um efeito contrário.
Independentemente de se admirar ou não a um Presidente de outro país, seu apoio ou intervenção nos assuntos de outro país, em geral, podem não ser bem-vindos.
Assim, ocorreu no Canadá. O candidato de Trudeau, Mark Carney, estava significativamente atrás nas Pesquisa de seu oponente, o candidato à direita Pierre Poilievre, descontente que o eleitor Canadense estava com o Governo de Trudeau e a economia. Quando Trump declarou que o Canadá deveria ser o 51º Estado dos Estados Unidos, Mark Carney cresceu a ganhou as eleições no Canadá, Trump proporcionando a vitória a suposto oponente político.
Quando Trump manifestou o interesse em anexar a Groenlândia, uniu politicamente a Dinamarca, da qual a Groenlândia faz parte, a Dinamarca mesmo chegando a enviar tropas adicionais para a Groenlândia, assim como uma maior união da Europa em relação a Trump e exercícios militares da OTAN, juntamente com a Dinamarca, da França, Alemanha, Suécia, Noruega, Holanda e Reino Unido.
Foi assim no Brasil também, quando Trump anunciou as taxações aos produtos brasileiros. À época, Lula estava em baixa nas pesquisas, mesmo considerando se deveria ou não se candidatar. O centro, principalmente o empresarial, se uniu em torno do Governo Brasileiro em suas ações, Trump dando uma “sobrevida” eleitoral a Lula, que passou a desempenhar mais adequadamente.
Às vezes, o que se quer pode levar à reação oposta, principalmente quando se interfere em uma outra nação.
Trata-se de um erro de estratégia.



