Daqui a seis meses, o Museu Nacional completa sete anos desde o incêndio que virou cinza um pedaço da história do país. E o que era para ser reconstrução se transformou em novela – daquelas sem previsão do último capítulo.
A reinauguração permanente dificilmente sai este ano. Falta dinheiro, sobra promessa. Durante o Governo Lula 3, os recursos ficaram aquém do necessário para levantar o maior museu de história natural da América Latina – e parte importante da memória científica brasileira.
Logo depois da tragédia, não faltou discurso emocionado nem anúncio de doação. Mas, na prática, quem evitou que a obra parasse de vez foi o BNDES, com cerca de R$ 100 milhões. O resto ficou no terreno conhecido da boa intenção.
No Brasil, a tragédia costuma mobilizar rápido. O problema é a reconstrução. – que anda devagar, quase parando. E, nesse ritmo, o risco é transformar o museu não só em símbolo de perda, mas também de esquecimento..





