Muita calma com o andor que o Brasil é de barro (por Aldeir Ferraz)

Quero colaborar com a reflexão do meu mestre Ricardo Guedes em seu artigo sobre [...]

Quero colaborar com a reflexão do meu mestre Ricardo Guedes em seu artigo sobre o cenário brasileiro atual.

​O risco de ruptura ou um vácuo histórico de fato pode acontecer.

​Acho que, mesmo antes de 1929, não tivemos sossego; na verdade, começamos errados.

​O Brasil é fruto de um assalto aos povos que habitavam estas terras, e de lá até aqui temos uma dificuldade identitária.

​Claro que existem exceções na política, no meio empresarial, na religião e nas instituições, mas parece que a regra é o “cada um por si e Deus para todos”.

​Nada vai bem sem o senso de nação. Temos gente que idolatra o presidente americano, gente que se diz “de bem”, mas na prática é o contrário, e gente que não está nem aí.

​Hoje, na gestão pública, não temos apenas um Executivo: o legislador virou executivo; na Justiça, o juiz virou acusador, o promotor virou juiz, e os advogados perdem suas prerrogativas.

​A ruptura, se viesse com uma arrumação, seria benéfica, mas…

​Sou adepto do verbo esperançar, de Paulo Freire; quiçá, depois da tempestade, um novo tempo surja.

Aldeir Ferraz é Político e Escritor

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