O cavalo brasileiro está com a porteira europeia fechada. A partir de 3 de setembro, a União Europeia suspende as importações de animais vindos do Brasil. E, até agora, o Ministério da Agricultura não conseguiu desatar o nó.
O problema atende pelo nome de antibiótico. Ou melhor, por alguns tipos usados na criação do bicho, que não estão em sintonia com as exigências europeias. Os europeus também torcem o nariz para determinados medicamentos empregados no crescimento dos cavalos e certas regras de rastreabilidade.
Enquanto Brasília tenta entender o tamanho do estrago, o agronegócio corre contra o relógio para negociar uma saída. Não está fácil. A Alemanha é a grande porta de entrada dos cavalos brasileiros na Europa, sejam para competições ou rumo a outros países, para onde foram negociados. Eles seguem, basicamente, de avião. Mas os navios também são usados, em menor escala. Desviar um cavalo de uma rota europeia não é como alterar a direção de uma carreta. O custo logístico é alto e só começa a fazer algum sentido quando o embarque envolve uma quantidade muito expressiva de animais.
Resumo da ópera: o cavalo brasileiro está pronto para tudo. Resta saber quando Brasília irá descobrir uma forma de abrir a porteira.



