As Eleições Presidenciais no 2º Turno no Brasil estão indefinidas, com tendência, hoje, para Flávio Bolsonaro.
Lula errou quando, no Lula 3, fez um governo estritamente partidário, ao invés de governo de coalizão como no Lula 1 e Lula 2. Nos dois primeiros governos anteriores, Henrique Meirelles juntou duas novas pontas de demanda e oferta, dos novos Programas Sociais por um lado, principalmente do Bolsa Família, com créditos subsidiados para as indústrias então com capacidade ociosa, por outro lado, devido à crise de 1998 e 1999. A economia cresceu de US$ 0,5 trilhão em 2002 para US$ 2,2 trilhões em 2010, com benefícios para todos. Desde 2010 até 2025, entretanto, a economia brasileira encontra-se estancada em US$ 2,2 trilhões, na sequência de Dilma, Jair Bolsonaro e Lula 3, com Haddad, neste último governo, no comando de uma política econômica mais tradicional. Enquanto isso, o mundo decolou dde PIB de US$ 67 trilhões em 2010 para US$ 118 trilhões em 2025; idem os Estados Unidos, China e União Europeia; e outros países. Os preços no Brasil são percebidos como muito altos, com 82% das famílias endividadas em situação de inadimplência, com o crime organizado se alastrando pelo país sem segurança para os cidadãos, e com uma crise fiscal “contratada” para 2027.
Lula vinha com a sua avaliação de governo diminuindo durante o primeiro semestre de 2025, quando Trump, através das tarifas alfandegárias, deu uma sobrevida a Lula, com o centro então se unindo ao governo na defesa de seus interesses. A economia, entretanto, não se desenvolveu adequadamente, e a crise do STF tirou o centro de seu apoio à Lula, movendo-se para o Flávio Bolsonaro no final do 1º Turno.
Lula tenta reagir, mudando a sua campanha, e movendo-se para o centro em possíveis acordos para o seu eventual governo. Adicionalmente, as Eleições no 2º Turno dependem também de possíveis escândalos que possam surgir, alterando o curso das eleições.
O Debate da Globo será fundamental. Ambos os candidatos devem ir ao Debate, no receio de que a ausência de um possa favorecer ao outro. Certamente, as propostas devem ser mostradas e ressaltadas, mas, em situações de relativo empate, ganha o Debate quem consegue colocar o outro em situações de constrangimento, ou seja, no julgo popular, quando um candidato “pega o outro no contrapé”.



