COLUNA RONALDO HERDY

Energia: prevenir custa menos que remediar

As previsões de um El Niño intenso até o fim do ano já não são novidade e foram motivo de nota aqui, cobrando atitude proativa de autoridades. A dúvida agora é outra: o Ministério de Minas e Energia pretende agir antes ou depois que a conta chegar?

Os especialistas alertam que a combinação de calor extremo e estiagem pode derrubar o nível dos reservatórios, justamente quando a demanda por energia tende a crescer. Como se não bastasse, dias sem vento reduzem a geração eólica, a nebulosidade compromete a produção solar e o aquecimento das águas dificulta até a refrigeração de usinas nucleares. Ou seja, não faltam sinais de que o sistema elétrico pode enfrentar meses de pressão.

A pergunta que fica é simples: existe um plano preventivo para evitar um eventual racionamento de energia ou o governo prefere esperar a crise bater à porta para só então anunciar as providências?

Em um setor tão sensível quanto o elétrico o improviso costuma custar caro. E quem sempre paga a conta é o consumidor.

Alô, ministro! A natureza já deu o aviso. Brasília resolveu escutá-lo?

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